O que é: Angélica
O que é: Angélica
A Angélica é uma planta medicinal pertencente à família das Apiáceas, também conhecida como angélica chinesa ou dong quai. Seu nome científico é Angelica sinensis e ela é nativa da China, Japão e Coreia. Essa planta é amplamente utilizada na medicina tradicional chinesa há séculos devido às suas propriedades medicinais.
Angélica é uma planta perene que pode atingir até 2 metros de altura. Suas folhas são grandes e divididas em segmentos, enquanto suas flores são pequenas e brancas. A parte mais utilizada da planta é a sua raiz, que possui um aroma característico e um sabor amargo.
Propriedades medicinais da Angélica
A Angélica é conhecida por suas propriedades medicinais, sendo utilizada para tratar uma variedade de condições de saúde. Ela contém compostos ativos, como ferulina, ligustilida e angelicina, que conferem suas propriedades terapêuticas.
Entre os benefícios mais conhecidos da Angélica estão o alívio dos sintomas da menopausa, regulação do ciclo menstrual, alívio de cólicas menstruais, tratamento de distúrbios digestivos, melhora da circulação sanguínea e fortalecimento do sistema imunológico.
Uso da Angélica na medicina tradicional chinesa
A Angélica é amplamente utilizada na medicina tradicional chinesa, onde é conhecida como “ginseng feminino”. Ela é considerada uma erva adaptogênica, ou seja, capaz de ajudar o corpo a se adaptar ao estresse e equilibrar os sistemas do organismo.
Na medicina chinesa, a Angélica é frequentemente prescrita para tratar desequilíbrios hormonais, como a menopausa e a síndrome pré-menstrual. Ela é considerada uma erva tonificante do sangue, ajudando a melhorar a circulação e a regular o fluxo menstrual.
Além disso, a Angélica é utilizada para tratar problemas digestivos, como indigestão, flatulência e cólicas. Ela também é conhecida por suas propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, que ajudam a fortalecer o sistema imunológico e combater os radicais livres.
Formas de uso da Angélica
A Angélica pode ser utilizada de diversas formas, dependendo da condição de saúde a ser tratada. Ela pode ser consumida na forma de chá, tintura, cápsulas ou extrato líquido.
Para preparar o chá de Angélica, basta adicionar 1 colher de chá de raiz seca em uma xícara de água fervente e deixar em infusão por cerca de 10 minutos. Esse chá pode ser consumido até 3 vezes ao dia.
A tintura de Angélica é preparada a partir da maceração da raiz em álcool. Ela pode ser adicionada a água ou suco para consumo. A dose recomendada é de 30 a 60 gotas, até 3 vezes ao dia.
As cápsulas de Angélica estão disponíveis em lojas de produtos naturais e devem ser consumidas de acordo com as instruções do fabricante. Já o extrato líquido pode ser adicionado a água ou suco e consumido de acordo com a dosagem recomendada.
Precauções e contraindicações
Embora a Angélica seja considerada segura para a maioria das pessoas quando consumida nas doses recomendadas, é importante ter algumas precauções.
Devido às suas propriedades hormonais, a Angélica não é recomendada para mulheres grávidas ou que estejam amamentando. Ela também pode interferir na eficácia de medicamentos anticoagulantes, como a varfarina, e aumentar o risco de sangramento.
Pessoas com histórico de câncer de mama, útero ou ovário devem evitar o uso da Angélica, pois ela pode estimular o crescimento de células cancerígenas. Além disso, pessoas com alergia a plantas da família das Apiáceas também devem evitar o seu consumo.
Considerações finais
A Angélica é uma planta medicinal com propriedades terapêuticas amplamente utilizada na medicina tradicional chinesa. Ela possui benefícios para a saúde, como alívio dos sintomas da menopausa, regulação do ciclo menstrual, tratamento de distúrbios digestivos e fortalecimento do sistema imunológico.
No entanto, é importante ter precauções ao utilizar a Angélica, especialmente para mulheres grávidas ou amamentando, pessoas em tratamento com medicamentos anticoagulantes e aquelas com histórico de câncer. Sempre consulte um profissional de saúde antes de iniciar qualquer tratamento com Angélica ou outras plantas medicinais.
Referências:
1. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3232110/
2. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3666194/
3. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2816389/

