Excursão de alunos de escola pública é barrada em shopping de SP, e a explicação é absurda:”O local é um espaço de elite”.

Foram 120 crianças com idades de 6 a 10 anos, de escolas da zona rural de Guaratinguetá que tiveram o acesso proibido em um shopping na Vila Olímpia, zona nobre da cidade de São Paulo.

Acredite a justificativa da funcionária que impediu a entrada dos pequenos foi a mais absurda possível: ” O local é um espaço de elite!”. Segundo uma das organizadoras do passeio, a entrada foi permitida após uma negociação.

Os alunos ganharam o passeio até o shopping JK Iguatemi, por terem um bom desempenho nas aulas. Como premiação eles iriam visitar a exposição ‘Mickey 90 anos’.

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Jozeli Gonçalves, diretora de uma das escolas, os ingressos foram adquiridos com antecedência, mas como parte do passeio foi incluído um almoço em uma rede de fast food.

A proibição: 

Enquanto a fila para entrada era organizada, Jozeli teve a grande surpresa, uma funcionária do Shopping chegou e proibiu a entrada das crianças, alegando que o espaço não poderia acomodar aquela quantidade de alunos e que o espaço era reservado somente para “elite”.

“Nós ficamos cerca de vinte minutos tentando mediar a situação até que acionamos a Secretaria de Educação do município, que articulou com a organizadora da exposição a liberação da nossa entrada. Nisso, parte dos alunos já tinha deixado o local para comer fora do shopping mesmo. Começamos a notar que os alunos maiores tinham percebido que estavam sendo barrados e não queríamos isso”, disse.

Para a diretora, não há dúvida que o grupo foi discriminado social e racialmente, já que parcela das crianças são negras.

Após a negociação, o acesso foi liberado e parte dos alunos da excursão comeu no shopping. O restante do grupo só foi ao local mais tarde próximo ao horário da exposição.

O que disse o shopping  JK Iguatemi: 

O shopping disse em uma nota que de forma alguma compactua com a atitude da mulher e que ela é colaboradora da mostra e não funcionária efetiva do estabelecimento.

A Orientavida, responsável pela mostra, classificou como um fato isolado e que a responsável pela ação já fora desligada.

“Nós fomos com crianças que nunca tinham ido a um shopping, que só viam fast food pela televisão. Era para ser um dia especial, mas esbarramos no preconceito. A funcionária pediu que fôssemos a uma lanchonete na esquina do shopping e ainda justificou que poderíamos ter problemas com a segurança do espaço porque o shopping era considerado de elite”, contou a diretora ao G1.

Com informações:G1